6.2.11

SPFW - Brevíssimo Resumo II

Como combinado anteriormente, vamos para a parte final do resuminho beeem básico elaborado especialmente para vocês sobre todas as tendências que surgiram - e que vão enlouquecer a mulherada durante o inverno 2011 - durante mais uma edição do São Paulo Fashion Week.

4º Dia
  • Huis Clos, sob comando da estilista Sara Kawasaki, trabalhou com uma restrita cartela de cores: cinza, marinho, preto e verde. A coleção teve pele sintética, nylon, rendas e malhas de lã bordadas.
  • Ronaldo Fraga se inspirou no azulejista de Oscar Niemeyer Athos Bulcão e apresentou um panorama da vida de Athos, desde a infância no Rio de Janeiro até seus últimos dias, passando pela fase modernista das décadas de 1950 e 1960. A coleção contou com ricos bordados realizados por artesãs da pequena cidade pernambucana de Passira.
  • Maria Bonita levou para a passarela modelagens amplas e confortáveis em malha de lã, que aparecem enfeitadas por pastilhas de cerâmica com brilho ou pedaços de azulejo de resina triangulares, também em  referência ao trabalho de Athos Bulcão.
  • V. Rom apresentou tom bem masculino, reforçado pelas calças dobradas e as línguas dos tênis abertas, a coleção contou com uma boa mistura de peças fáceis, como abrigos cinza mescla e casacos de lã pretos, e propostas mais ousadas, como a bermuda-saia com direito a plissados.
  • Reserva chamou o cantor Lobão para interpretar o tema do inverno 2011 da marca: Decadence Avec Elegance. Elementos clássicos da alfaiataria masculina apareceram com estampas, padronagens e modelagens que deram o ar “decadente” da coleção. Assim, costumes tiveram estampas de ferrugem, cachecóis vieram com aspecto amassado e blazers contaram com bordados de moscas.
Ronaldo Fraga

  5º Dia

  • Do Estilista, comandada por Marcelo Sommer, mostrou um inverno com uma mistura de estilo cigano e “brecholento”, em sintonia com as atuais tendências das ruas. 
  • Ana Salazar apresentou coleção inspirada nas centenárias florestas da região central de Portugal, contando com esvoaçantes vestidos estampados, sobretudos e capas em estilo militar, saias e vestidos plissados e peças em couro e paetês.
  • Fause Haten apresentou cartela de cores que contou com preto, prata, cinza e branco. Brilhos, transparências e texturas garantiram o exagero característico das coleções do estilista.
  • Jefferson Kulig mostrou um mix de materiais e texturas. O destaque foram os tecidos tecnológicos, como a TK renda, feita com recortes a laser, e o TK couro, um tecido sintético que imita couro, porém esquenta menos e possui mais elasticidade.
  • Lino Villaventura apresentou uma coleção menos experimental e com vestidos que poderiam sair direto da passarela para uma festa. Entre as peças, destaque para o vestido nervurado preto todo estruturado e os longos com estampa oriental inteiramente bordados.
Lino Villaventura
 
6º Dia - Último

  • Gloria Coelho buscou referências nos personagens do Pokémon, que fizeram parte da infância do seu filho, o também estilista Pedro Lourenço. O resultado foi uma coleção menos arquitetônica do que as anteriores e um pouco mais leve, ainda que os principais materiais sejam a lã e o couro. Entre os destaques, os vestidos de veludo pretos com babados arrematados por finas tiras de couro e a série de peças de couro nude.
  • João Pimenta apresentou um inverno inspirado nas formas dos hábitos litúrgicos. Os sobretudos e casacos, versões “fashion” das clássicas batinas, e a alfaiataria em lã merecem destaque, assim como os maxitricôs de pontos largos. As saias masculinas de tecido plissado e os veludos com bordados de brasões, apesar de interessantes, devem ficar restritos aos clientes mais ousados da marca.
  • Alexandre Herchcovitch mostrou desfile masculino e partiu da mesma referência que sua coleção feminina: os desastres naturais. O resultado: jaquetas e calças prateadas, inspiradas em roupas para proteção conta o fogo, máscaras e óculos escuros, além de peças com referência da indumentária industrial.
  • Fernanda Yamamoto a estilista trouxe do Japão alguns tecidos e a técnica washi-ê, que permite a fusão das fibras do papel com uma trama de linhas ou lã, efeito que pode ser visto no vestido preto com detalhes em verde fluo. Pantalonas bem cortadas de cintura alta e recortes nas laterais.
  • André Lima mostrou, entre outros destaque, vestidos glamourosos com texturas e cores vibrantes – pense em rosa-shocking + preto, verde esmeralda + roxo ou laranja bem aceso. Uma festa onírica em que o dresscode diz: dois mil e ouse.
  • Cavalera armou um desfile literalmente embaixo d’água, na entrada do prédio da Bienal. As peças vieram repletas de símbolos nacionais, como o brasão de armas e a bandeira do Brasil. O jeans veio rasgado com aspecto desgastado em calças, shorts, macacões e macaquinhos. Jaquetas de couro, ponchos e tricôs foram outros destaques da coleção.
Gloria Coelho

Até a próxima estação, pessoal!!!
Bsos mil...

Um comentário:

Marina Magalhães disse...

Fã dos vestidos como sou, adorei o longo branco... Que as vitrines tragam muitos!!!